Cirurgia do Abdômen

Dermolipectomia Abdominal – Abdominoplastia

Abdominoplastia é a cirurgia plástica do abdômen, que corresponde à retirada do excesso de pele e gordura abaixo do umbigo e tratamento da flacidez dos músculos retos abdominais. Tem como objetivo melhorar a silhueta da região, garantir a harmonia do contorno corporal e devolver a tonicidade perdida ao longo do tempo. Também corrige estrias e promove uma cintura mais estreita.

O acúmulo de gordura, estrias, flacidez de pele e dos músculos prejudica a harmonia do contorno corporal, o que resulta em um abdômen abaulado e desproporcional em relação ao resto do corpo.  Tudo isso gera insatisfação e baixa autoestima.

 

A Cirurgia –

abdominoplastia é realizada através de uma incisão arqueada logo acima dos pelos pubianos, elevando-se para a lateral. O tamanho da incisão irá variar de acordo com o paciente, ou seja, vai depender da quantidade de pele e gordura a ser removida. A cirurgia normalmente é posicionada na parte inferior do abdômen, de forma que fique escondida pela roupa íntima.

Em seguida, os excessos de pele na metade superior são separados dos tecidos profundos para que a pele possa ser deslocada inferiormente antes de ser removida. Através da plicatura do músculo reto-abdominal, é corrigida a flacidez da musculatura abdominal. O umbigo é recolocado na sua posição normal. Apenas as estrias localizadas abaixo do umbigo são removidas junto com os excessos de pele.

 

Pós-operatório –

  • Repouso relativo de atividades físicas e limitação de movimentos bruscos e amplos, principalmente aqueles que envolvam a contração da musculatura abdominal. Deve-se evitar de retificar o corpo durante a uma semana;
  • Recomenda-se movimentar constantemente os membros inferiores durante o período de repouso para melhorar a circulação e evitar possíveis casos de trombose;
  • Em caso de movimentação (caminhada), deverá seguir algumas instruções de posição que serão explicadas. As pequenas caminhadas são muito importantes já no dia seguinte à cirurgia. Não há necessidade de permanecer deitado (a) durante todo o dia;
  • Deve-se descansar a posição das costas para que, ao deitar, o paciente consiga relaxar. Ao assentar, não dobrar agudamente sobre a área operada, para evitar comprimi-la;
  • Deitar com o tronco elevado por almofadas e travesseiros e um suporte de almofadas sob os joelhos. Não deitar de lado ou de bruços até que seja autorizado por seu cirurgião;
  • Banhos ou trocas do modelador deverão ser feitos somente com a autorização da equipe cirúrgica ou sob sua orientação, geralmente no primeiro dia após cirurgia;
  • Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (o que é normal e não deverá causar sustos). Todas as trocas de curativos deverão ser feitas pela equipe cirúrgica ou orientadas por ela;
  • Os retornos para a retirada de pontos e avaliação pós-operatória deverão ser agendadas previamente;
  • Retornos adicionais serão comunicados pelo cirurgião e deverão ser seguidos para uma completa recuperação e avaliação dos resultados;
  • A utilização de malhas compressivas apropriadas por dois meses é recomendada para maximizar a aderência dos tecidos e acelerar a reabsorção do inchaço. Não dirigir por um período mínimo de três semanas;
  • Não carregar peso por, no mínimo, três semanas;
  • Após três meses, poderão ser retomadas as atividades físicas habituais, como ginástica e natação;
  • A exposição ao sol com o intuito de bronzear somente será permitida após 30 dias. Até então, pequenas caminhadas sob o sol poderão ser feitas com o uso de bloqueadores solares;
  • Recomenda-se a realização de massagens (drenagem linfática) com início no quinto dia pós-operatório.
  • A vida sexual, com moderação, estará liberada após quinze dias da cirurgia;
  • É recomendado o tratamento das cicatrizes durante os primeiros seis meses, para evitar cicatrizes escurecidas, hipertróficas e queloides;
  • O resultado final pode ser apreciado somente com a acomodação total dos tecidos, que ocorre tipicamente de três a seis meses.

Observação –

Convém lembrar que a cirurgia de abdômen não constitui um “atalho” para a perda de peso e não deve ser empregada em pacientes com obesidade generalizada.

 

(Visited 292 times, 1 visits today)